Domingo, véspera de segunda me fez pensar no trabalho novamente...
David Ricardo fazia em seus escritos uma clara distinção entre a noção de valor e a noção de riqueza. O valor era considerado como a quantidade de trabalho necessária a produção do bem, não precisando, entretanto ser abundante, mas sim do maior ou menor grau de dificuldade na sua produção. Já a riqueza era compreendida como os bens que os indivíduos possuem.
Como o mercado se impôs como instituição organizadora da vida econômica, a existência de um mercado de trabalho surgiu de forma natural, passando então o trabalho ser um bem do individuo ( a sua capacidade de trabalho ). Mas ter o bem de trabalho não resultou ao seu portador possuir riqueza, pois esta noção tornou a posse do trabalho uma coisa, pois o trabalho um bem próprio do ser humano (ou seja sua capacidade de trabalho) podia ser comprada e vendida, que podia se tornar escassa ou abundante sendo assim podia ser descartada ou substituída.
Assim o trabalho que segundo Karl Polanyl é ama atividade humana que acompanha a própria vida, q portanto não é produzida para a venda, mas para diversas razões e não podendo ser descartada do resto da vida, não pode ser armazenada ou mobilizada como mercadoria é totalmente fictícia, pois bem será que amanhã segunda feira estarei confrontando mais um espetáculo da sociedade, ou a minha matrix diária de mentira? Ou serei apenas mais um individuo acordando cedo vendendo a sua única riqueza (sua força de trabalho) , para poder sobreviver e fazer seu papel coadjuvante no espetáculo reprisado e mal escrito, que é a sociedade humana ? Não sei só sei que amanhã é segunda feira...






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