sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Tudo ao mesmo tempo, agora...

Trabalho, Homens, Macacos e Revolução industrial ... yes nós temos bananas!!!

No contexto em que se dá a passagem da manufatura à maquinaria e a divisão do trabalho se materializa e se transforma em aviltante. O crescimento econômico neste processo produz alterações significativas na forma como se dá a produção de bens de consumo e principalmente na estrutura da sociedade é quando temos uma ruptura de um modo de vida e de uma forma de sociedade para dar lugar à hegemonia ao modo burguês de pensar e toda uma leva de novas tecnologias e publicações que vêem servir para justificar as mudanças ocorridas evitando a resistência a elas e vislumbrando um futuro de prosperidade e de avanços contínuos.

Para entender este fato, temos que imaginar que num primeiro momento há uma mudança de paradigmas dentro da própria dinâmica do capital, que produz uma nova forma de se pensar e uma corrida pela ciência, que ratifique e que formule as bases ideológicas do novo sistema.

Num segundo momento ocorre à disseminação do novo paradigma que prevalece sobre o antigo, quando os surgimentos de novas tecnologias justificam e servem para consolidar o mesmo. Surge então uma crença ilimitada no poder transformador das máquinas e na potencialidade das realizações humanas em transformar em todos os aspectos a sociedade e a natureza.

Então fica posto que, o conhecimento produzido em determinada época tem como principal papel social o da justificação e de reproduzir os ideais materializados pelas classes dominantes.

Sobre a forma de trabalho ou como este se configura no sistema capitalista, podemos observar a grande importância dos escritos de Marx e de Engels, no qual os dois autores dão a forma como o trabalho se mostra como uma condição básica primária a existência humana.

Quando Marx diz [...] que ao produzir seus meios de vida, o homem produz a sua própria vida material e espiritual é a mesma afirmação que Engels coloca em seu texto.quando o mesmo afirma que o trabalho é a condição primordial de toda vida humana, tão fundamental que o trabalho por si só criou o homem.

O pensamento dois foi formulado no século 19, a sociedade e o sistema capitalista, passou por grandes mudanças e consequentemente o trabalho modificou-se, com o surgimento da propriedade privada, a separação social em classes distintas, a divisão social do trabalho,Fordismo, taylorismo, capitalismo financeiro, etc.

Bem o tema poderia ser debatido aqui por extensas linhas, mas penso que o conceito desenvolvido por Marx e por Engels é bem contundente e realista e atual. O conceito proposto nos traz questionamentos internos, como que tipo de sociedade queremos ter? Se quisermos uma sociedade mais justa e igualitária, então teremos que ter primeiramente uma mudança na forma do trabalho?

Pois bem todos queremos ter uma sociedade mais justa e igualitária, mas como ter esta sociedade se não queremos abrir mão do conforto individual, se queremos manter um modelo econômico baseado na exploração? Um modelo de educação castrador e reprodutor do sistema aviltante que vivemos? Primeiramente então teremos que nos questionar, que tipo de humanidade somos? E que tipo de humanidade queremos?

"A sociedade que repousa sobre a indústria moderna não é fortuitamente ou superficialmente espetacular, ela é fundamentalmente espetaculista. No espetáculo da imagem da economia reinante, o fim não é nada, o desenvolvimento é tudo. O espetáculo não quer chegar a outra coisa senão a si mesmo. " Guy Debord.

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